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Viajando e fazendo tudo sozinha ( esse post não é mimimi )

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Lá vem textão ……. (risos)

Minha vida — > se eu quiser experimentar um prato novo de um restaurante, eu vou. Se eu quiser ver um filme que está passando no cinema , eu vou. Se eu quiser ver uma exposição, eu vou. Eu vou e me esqueço de convidar alguém, pelo simples fato de eu estar muito acostumada a fazer tudo sozinha. E também cansei de convidar … pra ser bem sincera.  E você vai percebendo que certas pessoas não gostavam tanto assim da sua companhia. A percepção vem com o tempo, com a falta de telefonemas e convites. Na vida eu percebi a duras penas, que sou eu + eu. 99% de todas as viagens que fiz na vida eu fui sozinha, me divertindo sozinha e adorando minha própria companhia. Mas é claro, sempre fazendo amizades pelo caminho …..  Eu não tenho a necessidade de ter alguém comigo o tempo todo como muitas pessoas sentem, claro que muitas vezes, dependendo da pessoa, eu amaria dividir minhas viagens e minhas diversões com alguém, mas acontece que eu não fico esperando pela vontade do próximo, eu pego e vou,pego e faço, sou assim. Claro que tenho muitos amigos, mas todos tem suas próprias vidas, suas famílias,muitos deles tem seus filhos, eu não me encaixo mais na vida deles, é somente o curso natural da história, cada um com sua vida. E eu sempre fui o tipo de pessoa  Não quero incomodar ninguém ..

A minha felicidade e meus momentos felizes não dependem dos outros , apenas de mim. Os outros viriam a acrescentar, e não complementar. Não sou metade, sou inteira.

Frases de minhas amigas durante minha adolescência e vida adulta que nunca entendi : ” Se você não for , eu não vou ”  , ” Que roupa você acha que devo usar ” , ” Venha me ajudar a fazer compras , preciso de opinião “ ,  e por aí vai …. Engraçado como cada cabeça é uma sentença mesmo, essas frases nunca sairiam da minha boca, nunca pedi opinião de roupa a ninguém, e muito menos deixei de ir por que tal pessoa não queria ir comigo.

Desde criança sou meio assim, do botãozinho foda-se os outros, sabe ? mas era meio, não totalmente.  Acho que o totalmente veio com a maturidade e mais ainda quando saí de casa na adolescência para morar sozinha num país diferente. Aí sim voltei com esse botão ligado 24 horas por dia . Vejo que todos os cagaços obstáculos que passei sozinha me ajudaram muito, me ajudaram nessa independência emocional que hoje vivo e pratico.

As pessoas à minha volta entendem ? claro que não ! pelo menos, a maioria não. E muitos apenas fingem que entendem. Sou observadora nata , detalhista e percebo as entrelinhas. Nem precisam me dizer, eu apenas percebo. É óbvio que devo ter fama de arrogante, esnobe e por aí vai… porque no Brasil ser fraco é bonito, é fofo, ser carente é um adjetivo bom, não é ? pessoas querem cuidar uma das outras o tempo todo, ou melhor, querem dar pitacos na vida de uma das outras. O povo adora um sofrimento alheio, adora dar conselhos, carregar a pessoa no colo …  (atenção : não acredito na veracidade desses atos, a não ser que venham dos meus pais ) . Mas sabe o melhor ? ninguém se atreve a fazer isso comigo. Eu agradeço.

Ao longo dos anos eu percebi que as pessoas não gostam muito de ficar juntas com pessoas felizes e livres , elas se encontram muito mais estando ao lado de pessoas medrosas, inseguras, choronas, que precisam de conselhos o tempo todo. Isso as fazem seguras e mais fortes . As pessoas precisam do sofrimento alheio ao lado delas para elas perceberem o quão felizes e sortudas são. Não partilho desse sentimento mas a cada dia que passa eu vejo que a maioria pensa dessa maneira e procura por pessoas com esses problemas. Enquanto a maioria pensa assim, eu me afasto de gente assim. Não quero dar conselhos a ninguém, não quero choros ao meu lado, não quero problema dos outros, não quero resolver problema de ninguém, quero pessoas como eu ao meu lado – fortes, seguras, dinâmicas, felizes (com todos os problemas que todos tem ) e de bem com a vida, no matter what.

ODEIO MIMIMI

AMO PRATICIDADE

ADORO GENTE DECIDIDA

Enfim, qual a relação de toda essa minha personalidade versus minhas viagens ? Eu vou, livre, sem culpa, sem paranoias, sem pensar muito, sem medo, enfim, vou e não aviso ninguém ! Eu acho que todos devem experimentar essa aventura de viajar sozinho pelo menos uma vez na vida. Eu já fiz autos mochilões sozinha, de pegar mil trens em países bem inóspitos como Bósnia por exemplo, fazer amizades no trem, nos cafés, em todos os lugares e me virar totalmente sozinha. Acho que se aprende muito com isso, não ter alguém o tempo todo para fazer algo por você, ou te ajudar, ou para pensar junto, você depende somente de você, você que terá que resolver as pendências ou qualquer coisa que aconteça. É você com sua mente e só. Acho que  disso só vem crescimento emocional e também cria a sensação maravilhosa de que você pode tudo nessa vida, que não há o impossível e que você não tem medo de nada. Adoro essa sensação de não ter medo, é só assim a gente aprende, vivendo situações adversas que nos fazem mais fortes e sem medo da vida. Isso a gente aprende sozinho e não nas costas de outra pessoa. E viajar sozinho é um exemplo disso tudo, de começar a pensar com essa independência. É , sou bem destemida.

Sem contar que viajar sozinho também tem outras vantagens …. a liberdade de fazer o que bem quiser na hora que bem quiser, isso é maravilhoso ! e não seguir protocolos de programação de amigos . Cada um tem um gosto, não é ? tem pessoas que viajar é sinônimo de shopping , ficar em lojas o tempo inteiro, tem pessoas que gostam de ficar dentro de museus o dia todo, e assim por diante. Cada um é cada um. Eu sou bem eclética , gosto de tudo e quero fazer um pouco de tudo, aliás, eu sou uma ótima companheira de viagem, pois sou bem flexível aos gostos de todos. Me lembro que teve uma vez que fiquei sentada num banco em frente à Torre Eiffel por umas 3 horas, ouvindo música do meu mp3, só observando as pessoas, a paisagem, pensando na vida…. quem toparia fazer isso comigo ? ninguém em perfeita sanidade metal né ! risos – Mas viajando sozinha me permitiu fazer isso sem culpa.

E por falar em viajar sozinho …… minha próxima viagem será acompanhada !  :) claro, pois é sempre bom compartilhar momentos bons com pessoas que pensam igual a mim. Essa minha amiga é uma pessoa muito querida que com certeza só vai acrescentar nos meus dias de viagem. A convidei e ela aceitou na hora, o que me deixou muito feliz. Ainda vai demorar um pouquinho, mas com certeza vou contar aqui tudo pra vocês, vou relatar todo o roteiro como eu sempre faço. Minha mãe vai ler esse post e ficará surpresa, pois nem ela sabe dessa minha próxima viagem… hahaha – pois é , that’s me , não sou acostumada a avisar ninguém sobre nada , nem meus pais, mas esses já estão bem acostumadinhos…

Mas é isso gente, vejo muita dependência emocional das pessoas, percebo isso até pelas redes sociais…. aii gente, que ranço..!!!  desapeguem ! a vida é uma só, a vida é somente sua, ninguém pode viver por você, ninguém vai fazer nada por você ,  não compensa passar uma vida inteira dependendo ou esperando do outro. Faça você mesmo, sempre. Ahhh ! e um super conselho de alguém que ODEIA dar conselhos >>>  quando planejar uma viagem, não fique perguntando aos outros, pedindo opiniões , por que olha, vai chover areai, viu ? ôooo se vai !

Seja mais você e prefira você acima de qualquer coisa.

chaca

Categorias:Reflexões
  1. Amanda
    29 de abril de 2016 às 11:04 AM

    Olá Lú,
    Adorei o seu post e me identifiquei demais! Meu pai costuma dizer que eu sou anti social como o “louro” que ele tem na casa dele. Uma vez, ele comprou dois periquitos para fazer companhia para o louro mas a permanência deles foi curta (sim, decidiram que morar sozinho, numa gaiola enorme, é muito triste, deprimente, etc.). Um dia, meu pai acordou e viu uma das portinhas da gaiola aberta e quase teve um tréco (pensou que todos tinham fugido mas a maior preocupação era com o louro que está na nossa família há mais de 30 anos). Passado o susto inicial, meu pai percebeu que apenas o louro permaneceu na gaiola, escondidinho na parte do telhado, ou seja, é bem provável que ele tenha aberto a portinha ou pelo menos visto a fuga dos hóspedes indesejáveis e não teve o menor interesse de acompanhá-los – rs.
    Comentário enorme para confirmar que sou bem parecida com o louro descrito acima – rs. Desde criança, nunca tive primas da mesma idade (ou eram mais velhas ou mais novas), também não vivia na casa das coleguinhas ou elas na minha casa. Enfim, sempre fiz as minhas coisas, escolhas, opções sozinha.
    É óbvio que tenho amigas mas nossas vidas são tão diferentes que prefiro não incomodar: as casadas, por exemplo (acho até engraçado quando saímos juntas, porque a principal reclamação é a falta de tempo para o marido e os filhos e ao mesmo tempo percebo que aquele encontro rápido no fundo, é um momento de descanso da rotina corrida delas).
    Por outro lado, tem aquelas que eu ligo e disparam a falar (a regra é clara: se eu liguei é porque EU tinha algo para falar – rs). Eu fico sobrecarregada de ouvir lamúrias sobre ex marido, ex sogra, ex esposa do atual marido, pensão alimentícia, etc. – céus! Eu não tenho nada disto, então porque tenho que ouvir sobre isto???
    Um tempo atrás fiz terapia e a psicóloga comentou que eu era a única paciente dela que ia ao cinema sozinha (ela tinha pacientes que se tratavam para superar esta barreira)
    Eu adoro a minha companhia, poder passar uma tarde inteira numa livraria, decidir a hora de ir embora de determinado lugar sem me preocupar em dar satisfações, encontrar as minhas coisas exatamente do jeito que eu deixei, ir buscar o jornal de domingo – na banca de outro bairro, a pé, assim eu fico observando as casas, os enfeites, o jeito de viver de cada um… Enfim, é uma liberdade que não tem preço.
    Os palpiteiros de plantão dizem que eu preciso encontrar alguém para cuidar de mim mas poucos reconhecem que eu me cuido muito bem sozinha, obrigada – kkkkkk
    E tem aqueles que me convidam para tudo quanto é programa de índio, só para eu não ficar em casa (ò que coisa triste…). No começo eu ficava sem jeito e aceitava os tais convites, hoje em dia digo NÃO com um enorme sorriso no rosto, com a certeza que fiz a coisa certa!
    Meu lema é: em primeiro lugar: EU, em segundo: EU, em terceiro: EU, em quarto: EU e em quinto: a MINHA foto – rs
    Bjos,

    • 29 de abril de 2016 às 6:22 PM

      Oi Amanda , muito obrigada pelo se comentário ! com certeza pessoas como você me entendem muito bem !🙂 super concordo com tudo o que disse ! bjsss

  2. Ana
    26 de abril de 2016 às 12:48 PM

    oi, Lu! Gostei muito do post. Muita gente estranha quando digo que fui ao cinema ou à praia sozinha… sentem pena de mim kkkk. Numa boa, vou sim e é sempre tão bom. Uma vez entrei num cinema sozinha e só tinha eu de mulher kkkk, era o novo filme Robocop, uai eu gosto. Claro que alguém deve ter ficado intrigado e depois até vieram falar comigo hahaha. Também gosto de companhia, mas penso como você, não posso depender delas, porque cada um tem sua vida. E quando estou triste ou abatida (às vezes acontece né), não fico choramingando com os outros, mas é incrível como me procuram pra choramingar no meu ombro… tenho vontade de fugir kkkk. Bom, isso só veio com a maturidade, pois mais novinha eu não sabia sair sozinha. Lembro da primeira vez que entrei no cinema sozinha, eu estava tão bem comigo mesma, me sentindo tão contente mesmo sozinha, que fui de boa, sem me sentir constrangida nem nada. É libertador.

    • 26 de abril de 2016 às 12:53 PM

      que legal ouvir isso , Ana. Está sendo muito bom receber todos esses comentários de pessoas se identificando comigo, por que ao meu redor eu vejo a maioria dependente e quase não encontro pessoas assim como eu. Muito legal saber disso ! bjão !

  3. Cibele
    26 de abril de 2016 às 9:15 AM

    Aprendendo tudo isso a duras penas…..mas nunca é tarde!!!

    • 26 de abril de 2016 às 10:23 AM

      nunca é tarde mesmo, e só tomando que a gente aprende🙂

  4. 26 de abril de 2016 às 8:07 AM

    Lu, eu já fui companhia pra muita gente, mas sempre fazendo o que os outros queriam. Tudo bem que era legal, porque pra mim era a pessoa que era importante e o local ou atividade eram secundários. Porém o inverso era muito difícil de acontecer: quando eu queria fazer tal coisa, ir a um determinado lugar…ninguém aparecia. Custou a cair na real. E aprendi a perceber as coisas bem rápido. Claro que eu adoro ter companhia pra fazer as coisas, mas não por dependência e sim por companheirismo. Daí comecei a perceber que se uma pessoa não tem tempo para um café desprentencioso, não terá tempo pra mais nada. E daí eu faço como você. Sou eu e mais eu! Porque nem o marido é obrigado, porque somos pessoas distintas. Você está certa, está vivendo a SUA VIDA. Parabéns! E é verdade, nem sempre alguém vai querer sentar num gramado e ficar lá, à toa. rs Bjs

    • 26 de abril de 2016 às 10:24 AM

      então , aprendi também a perceber essa coisa de “venha tudo à mim” que as pessoas tem … tudo pra elas e nada pra gente ? só a gente correndo atrás ? ah não, cansa.

  5. Alessandra
    25 de abril de 2016 às 11:10 AM

    Amei!!

  6. 25 de abril de 2016 às 9:23 AM

    Você me inspira com sua atitude! Por mais que odeie admitir, eu sou uma pessoa cheia de dúvidas, medos e inseguranças, e isso me frustra muito. O que mais quero é ser assim, destemida, segura e totalmente independente. Todo dia aprendo um pouco mais, vou me tornando a melhor versão de mim. Você é uma role model Lu! Beijo!!

    • 25 de abril de 2016 às 10:23 AM

      a gente aprende e vc é nova , já está aprendendo com certeza !

  7. SILVIA DOS SANTOS PEREIRA FUJITA
    25 de abril de 2016 às 8:33 AM

    Perfeito!!!

  8. 25 de abril de 2016 às 12:32 AM

    Vc me representa! Simples assim! Me identifiquei total!
    Viajar acompanhada pode ser muito bom, dependendo da companhia, mas viajar sozinha é sempre bom pq adoro minha própria companhia!
    beijos!

    • 25 de abril de 2016 às 11:24 AM

      que bom, Karla ! obrigada pela visita🙂

  9. 24 de abril de 2016 às 2:14 PM

    Me identifiquei com cada palavra. Sempre viajei e fiz tudo sozinha. Adoro ser independente! Cresci vendo a minha mãe ser independente, trabalhar, viajar e se virar sozinha.

    No trabalho convivo com pessoas que não conseguem almoçar sozinhas, que só vão a um lugar se o marido for. Acho tão estranho!

    • 24 de abril de 2016 às 4:14 PM

      sim, Bruxa…sempre achei isso estranho e pra mim, ruim. Já vi pessoas saírem de suas cidades e ficar no telefone o tempo todo com o marido, relatando o q está comendo, bebendo, o q está vendo… genteeee… fiquei com pena.

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